domingo, 2 de novembro de 2008

Manifesto do cansaço

Por hoje o lirismo abandonou-me

Entrego-me ao relato cru dos fatos dessa vida


Digo então a verdade:

Cansei!!!!!!


Cansei de desejar e tomar todas as atitudes
Com o intuito de ser querida
E não o ser...

Cansei de lamentar por amizades transformadas em inimizades
Lembrar de bons momentos e desejar que estes voltem
Fazer de tudo para que
Ainda sem o apreço da amizade
Instale-se a harmonia
E diante de tantas tentativas
O outro lado somente me oferecer indiferença...

Cansei de dedicar toda minha inteligência
Habilidade
Agilidade
Em um lugar que não reconhece o meu valor...

Cansei de sorrir quando a vontade é gritar...

Cansei da futilidade do dia-a-dia
Eu quero algo maior para minhas con-vivências....


Cansei


Cansei da incompetência...
Da indiferença
Do desamor
Da rivalidade
Do interesse

Cansei do ordinarismo que rondam tais atitudes



Não mais me verão pactuar com tais modos de agir
A partir desse momento
Meu manifesto ganhará vida, voz e força de Lei para mim....


Tolerei muitas atitudes
Que não mais serão toleradas

Por mais que a docilidade me acompanhe
Não mais será seguida pelo receio de machucar o outro
Enquanto me dilaceram por dentro....




E tenho dito!
___________________________



E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infância [perdida], à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?
Almeida Garrett(1799-1854)

Um comentário:

Diego Paes disse...

ôpa...
Sempre escrevendo, neh!!
Num tava postando, pq tinha um monte de coisa escrito em cadernos, e talzz...
a priguiça de digitá tudo é F...
mais aos pokos a gnt vai passando...

é iso ae, se dedica na facu q é o q vc melhor faz...

bjaum, carolll