segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Uma fibra desatou-se em mim



E então me descobri mais forte


Do que jamais tinha compreendido




Fui capaz de realmente me sentir feliz


Em momentos de completo caos




Me mostrei de tal forma


Que encarei meus desafios de frente


Não mais me escondi esperando a tempestade passar




Defrontei-me com pessoas que sempre acreditei que estariam ao meu lado


E nem por isso deixei de amá-las


Somente apresentei a elas


Que esta menina


Já não é tão menina assim...




Que é capaz de lutar pelo que deseja


Que é capaz de enfrentar o que estiver a sua frente


Que é capaz de transpor o obstáculo que surgir em seu caminho...






Uma fibra desatou-se em mim




Não posso dizer de onde veio


Só sei atestar que ela me apresentou


Uma mulher muito mais forte


Que ao invés das constantes lágrimas


Exibe determinação em seus olhos....




A menina que adquiriu a força da mulher....


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Quem cortou aquele fio?

Tantos erros cometidos...
Até quando vou pedir desculpas
Se o meu maior desejo
É não mais errar...

E quando noto
Já estou no meio de um furacão novamente...
Até quando a minha paz me abandonará
Deixando-me nas mãos do completo desespero?

Ainda que sejam necessários momentos ruins
Para se acreditar
Que a vida foi real
Que não passou de um sonho,
Creio que os momentos ruins
Já ultrapassaram os bons
E quem será capaz de me fazer acreditar
Que tudo não passou de um pesadelo?

E é tão fácil julgar
Porém tão difícil compreender...

E é tão fácil desacreditar
Entregar-se a roda viva...
Entretanto é tão difícil ainda ver uma luz
Em tão completa escuridão...

Antes havia tanta luz por aqui...
Quem cortou aquele fio?

Afinal eu sei que paguei a conta

Tantos erros, tantas conseqüências...
Falar que não as senti
É mais que um erro

É a insensibilidade
Diante de tantos momentos tenebrosos...


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dependurando-se nas curvas das vírgulas

















Um dia cor de sépia
Sem gosto
Sem contrastes
Sem vida





Dias de deserto


Sem inspiração





Nem ao menos para viver


Quem dirá transcrever sentimentos em poesia....








A poesia então seria assim




Moribunda





Enconstando-se nos cantos


Apoiando-se nas quinas


Dependurando-se nas curvas das vírgulas





Para não desmoronar





Essa é minha tradução diária...





Feliz foi Getúlio


Que mesmo antes de morrer


Ainda teve lampejos de lirismo


"Deixo a vida pra entrar na história"





Provas que não é este o meio caminho


Então qual será?





Já me entreguei a tantas trilhas


E quando acho que me encontro


É o exato momento de se perder denovo








E até quando minhas escolhas


Serão erros transfigurados?





[Acostumei-me a presença


Tornou-se vício


Abstinência passada em silêncio


Como sinto tua falta


O melhor vício que poderia ter


A presença que só me faz bem...


A ausência que só não passa...]

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Ah paixão minha...

Ah paixão minha...



Perdida em meio um tornado

Como sinto falta da suavidade desse seus olhos...



Desolada pela constante inconstância do meu trilhar

Como sinto falta da segurança de seus braços...



Cansada de correr em círculos

Como sinto falta de caminhar sentindo a tua mão na minha...



Triste em um silêncio ensurdecedor

Como sinto falta da alegria advinda de teu sorriso...



Com dúvidas rondando meus pensamentos

Como sinto falta da certeza que não quero outro momento
Além daquele passado do teu lado...



Stress em tal medida

Como sinto falta de tua paz...



Entediada pelos segundos que não passam

Como sinto falta de sua espontaneidade
Sua capacidade de me surpreender cada dia mais...



Muitas vezes tão cega pelo movimento diário

Que esqueço de agradecer sua presença...
Seu cuidado...
Seu carinho...



[Obrigada pelas palavras a mim dispensadas
Antes de mergulhar em mais obrigações
Deparar-me a uma surpresa dessa
Faz o dia ser mais feliz
Faz o sorriso denovo surgir
Faz o meu bobo coração disparar...
Tenha certeza
"A recíproca é verdadeira"

Momentos são poucos
A falta constante
E como resolver a equação?

Faz falta seu perfume]

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dinâmica de sobressaltos

Mix de sentidos e sentimentos...
Altos e baixos
Em uma montanha-russa que não desejei adentar...
Ao contrário das montanhas-russas comuns que te arremessam para fora,
Algo me arremessou para dentro desta,
Prendeu-me fortemente por um cinto feito de raízes,
E nada mais há de fazer
Do que aproveitar os momentos de calmaria
E fechar os olhos nos momentos de queda livre
[ainda não tenho coragem de levantar as mãos em tal situação]

Esperar enfim que um dia chegue em seu porto final
Dia em poderei finalmente andar pelo caminho que desejar
E não simplesmente seguir trilhos velhos e enferrujados
Ainda que digam que aqueles trilhos foram construídos para mim...
Esquecem-se que o que mais desejo é construir meus próprios trilhos...

Um dia eu ainda saio da dinâmica de sobressaltos...

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[E quando você me abraça,
me esqueço da vida dura...]

Só pra dizer que sinto tua falta...

Só pra falar que a montanha-russa da minha vida não pára de fazer loopings...

Só para sussurar que faria qualquer coisa para largar tudo e ficar contigo

[Em uma rede de frente ao mar,
Em um chalé em Campos,
Em um barzinho na Paulista]

Simples desejos da menina com gosto de anis

[Sintomas de saudades dispersos pelo ar]