terça-feira, 11 de novembro de 2008

O privilégio da raiva

E essas lágrimas internas
Teimam em sentir o exterior
Teimam em surgir em momentos inoportunos...

Já não está tão difícil minhas con-vivências
Para vocês resolverem aos meus olhos verterem-se em saltos?

E se este é o meu refúgio
E todas as minhas dívidas estão pagas
Por que esconder de mim mesma
Aquilo que não me deixa esquecer?


E se pensas que esqueci
Não esqueci

E se pensas que perdoei
Não perdoei

E se pensas que toleraria ser tratada daquela forma
Nunca mais se atreva a me chamar daquele modo

E se achas que a carapuça serve
Retrate-se

E se achas que é somente para você
Engana-se

E se achas que nunca fez nada para me magoar
Engano duplo

Tantas vivências
Tantos erros

Sim, se gostas de mim
Sei que algum dia me magoará
Mas os inimigos diferem-se dos amigos
Porque estes ao magoarem a pessoa querida
Logo percebem seu erro
E instantaneamente ou em doses homeopáticas
Pedem desculpas, direta ou indiretamente...

Já o inimigo atinge o seu fim maior...
Fere e abandona...

Porque a cegueira tem tomado conta do mundo?

Porque não se encara a verdade?

Assuma:
Ele (a) não ama
Ele (a) não presta
Ele (a) te usa

Encare a verdade sem receio...

É tão reconfortante se libertar das desculpas para os atos alheios

E simplesmente se dar o privilégio da raiva...

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