sábado, 13 de março de 2010

Something takes a part of me

Silêncio quando a vontade é de gritar…

Solidão quando a vontade é estar em conjunto…

Suposta felicidade pelos feitos alcançados,

Quando na realidade  só se pensa no que não fez…

As tardes que não se permitiu relaxar…

As pessoas que não se permitiu conhecer…

O destino que não permitiu que agisse a seu bel-prazer…

Encontrar-se quando se está nas intersecções em todos os aspectos da vida

É de tanto cruel que apenas te resta duas opções:

  • Provar que estar em contradição ao mundo ao seu redor apenas o faz mais único e forte;
  • Sucumbir diante do fardo carregado…

Há muito busco a primeira opção,

mas ultimamente  é a segunda que me atrai…

“ e faço isso pra esquecer,

eu deixo a onda me acertar,

e o vento vai levando tudo embora”

Marés internas me arrastam,

para mares obscuros em mim….

 

Que ves quando me ves?

Tantas são as facetas,
mas sinceramente não sei qual delas está virada para o mundo exterior...
a tanto vivendo no meu mundinho,
não sei o que ves...

E sabe quando você simplesmente sente o mundo inteiro dentro de ti,
mas cala-te no silêncio extremamente eloquente em seus olhos,
mudo na garganta?

Juro que ainda tenho um mundo de coisas para falar,
mostrar,
ser,
estar...
Sinceramente não sei onde acabei me perdendo de minha voz...

Tantas insanidades,
culpas,
denúncias internas...
Viver tão estritamente pra mim...

Montar o personagem está cada vez mais complexo,
ao passo que não sei qual delas está enfim a atuar,
apresentar-se continuamente a platéias tão distintas
tem me feito perder-me de mim...


Subjetivar o mundo passou a ser minha benção e maldição...




Missão coberta por um oceano pessoal inteiro...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eu quero querer...

Um novo ano...
Novas oportunidades...
Novo período disponível para refazer tua vida,
ou apenas aperfeiçoá-la...
E mais uma vez me descubro perdida,
ainda que haja caminho certo para eu caminhar...
Duas simples décadas nesta terra não me trouxeram
Nem as respostas, muito menos as perguntas certa a se fazer...

Disposta a não mais pronunciar a palavra perdida para se referir a minha vida,
adotei um novo termo:
um pouco mais elevado,
um pouco menos efetivo...
Prefiro então considerar que estou em uma "fase de transição"
Transitar por ideias e ideais...
Modificar razões e opções de viver...
Procurar opções e certezas...


Quando só se tem rara certeza do que se quer,
Não é querer muito...

Eu quero querer...


Bem vindo a minha vida... 2010