quinta-feira, 17 de julho de 2008

E eu descobri ...


Descobri que a felicidade está dentro de mim


Como um sol que brilha aqui...


Mesmo estando nublado lá fora...



Descobri que amigos são amigos...


Independente do que aconteça...


Há um vínculo maior


Que nenhuma briga é capaz de desfazer....



Descobri que realmente eu sou muito mais forte


Do que jamais imaginei que seria


Que consigo manter a paz


Nos momentos mais confusos


Aprendi que tenho auto-controle....



Descobri que realmente tenho meu valor...



Descobri enfim que minha felicidade não depende de ninguém


Que só quero compartilhá-la com quem está ao meu redor


Mas isso não significa que só sou feliz por meio deles...



Descobri o sol dentro de mim.....

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O Menino Varrido
(Inspirado em 22:11 )
O sol não estava lá. Havia algo fora do lugar no amanhecer do pequeno vilarejo. A menina-de-trança foi até a janela investigar o que sucedia. O velho-de-bengala consultou o serviço meteorológico no rádio-amador. A senhora de chapéu azul-turquesa abriu o jornal em busca do horóscopo enquanto sua filha-namoradeira desenhava uma interrogação em cada olhar. O menino-varrido nem deu conta do que se passava, mas ele também nunca expressava a menor reação diante dos problemas coletivos. Era metido a cientista, o menino. E toda a gente comentava das experiências químicas e místicas que ele praticava. Era meio-autista, meio-bruxo, meio-magro. Dedicava seus dias a bolar truques de mágica que nunca davam certo. Mantinha-se recluso em seu mundo de experimentações e não lhe sobrava tempo para manifestações como aquela que acontecia lá fora naquele momento. O fato é que toda a comunidade saiu em protesto. O bafafá tomou corpo quando, finalmente, olharam pro céu e deram por falta dos raios solares que até então nunca haviam se ausentado do rotineiro amanhecer local. O astro-rei não estava lá, tinha tomado um chá-de-sumiço. E cada boca sussurrava: "Onde estará? Onde estará?". Foi quando o menino-varrido saiu gritando à toda gente. Ele estava radiante pois havia realizado sua primeira mágica bem-sucedida. As palavras atropeladas brotavam de sua garganta como buquês de felicidade. E nessa hora todos olharam pra dentro dele. O sol estava lá.
VIANA, Maíra. O Teatro Mágico em Palavras. 3ª ed. Prol Editora e Gráfica: São Paulo, 2007.

Um comentário:

Diego Paes disse...

este texto:
meu comentário será diferente:
Não vou comentar, vou deixar que o meu silêncio se faça o maior comentário.

E eu descobrí que tbm tenho uma luz interior.
E eu descobri que a minha lenha vem do exterior.
E eu descobri que continuo sabendo que sei que sou um tanto bem maior.

E em meu silêncio, faço das suas palavras, acomapnhadas do meu complemento, minhas palavras.

Obrigado.