Horas na fila...
e nada de Jorge Vercilo....
[tem coisa pior do que acabar a senha
15 pessoas antes de ti]
Mas o café foi uma delícia [foi o melhor de tudo]
Em perfeita companhia...
E é tão simples compreender o que é paz do teu lado
Quem sabe nós aprenderemos o significado da palavra leveza...
Paulista sempre vale a pena...
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Histórias que nos contam na cama
(Inspirado em Ana e o Mar)
Reza a lenda que a menina andava pela beira da praia recolhendo espelhos partidos,
conchas amarelas e estrelas de cinco pontas. Chamava-se Ana, a menina de
cândido semblante. As ondas induziam cavalos-marinhos a fazerem cócegas nos seus pés. A
maré mudava de acordo com o relógio biológico dela. E os pescadores das redondezas
costumavam consultar o horóscopo da menina antes de conduzir suas embarcações.
Corria a boca pequena que a paixão do Mar por Ana sincronizava o ritmo e o som das águas.
Era realmente um atrevimento, um despautério aquele caso de amor. Ninguém
concordava ou achava possível que aquilo pudesse ter um final feliz. Eis que, certa vez, uma
Ana decidida subira até o ponto mais alto da Ilha. Estava decidida, a
menina. De cima da pedra: saltou. Espalhou-se na imensidão que tanto a
encantava. Conta a lenda que, deste dia em diante o Mar nunca mais foi o mesmo.
Suas ondas pareciam margear o olhar de Ana derramado. Suas águas traziam o cheiro e
o gosto do amor da menina: tudo nele tornara-se salgado. O fenômeno causou
estranheza em todos na pequena Ilha. Inexplicavelmente, o Mar carregava agora azul sob a
pele e sal sobre as águas. O mesmo sal do amor da menina. O mesmo azul do
olhar outrora derramado.
VIANA, Maíra. O Teatro Mágico em Palavras. 3ª ed. Prol Editora e Gráfica: São Paulo, 2007.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
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